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diário de um quiosque

O Pacheco Pereira tornou-se uma espécie de Ardinario da política [caracteres extra para não me estragar o template do blog]

Schillaci

Sábado, Julho 04, 2009

O Jornal 1X2 proporcionou-me há tempos uma das experiências mais caricatas a que já tive oportunidade de assistir e participar, no papel de “senhor que está do lado de dentro das bancas”.

Julgo ser correcto afirmar, antes mesmo de passarmos aos factos, que o episódio poderá fazer da minha pessoa – se é que alguém ainda tinha dúvidas sobre isso – um dos tipos mais sensacionais e prestáveis do planeta. O problema é que a fronteira do sensacional ou até mesmo do prestável é ténue. Se somos excessivamente sensacionais ou teimosamente prestáveis – ou mesmo ambas as qualidades em simultâneo -, as pessoas desconfiam e tomam-nos por “aquele gajo que tem alguma fisgada”, ou, na pior das hipóteses, por um totó. É fácil distinguir. O totó é aquele que numa banda filarmónica leva a bandeira enquanto os outros tocam. Ou o que leva a bola e passa o tempo todo à baliza.

Ou aquele que vende o Jornal 1X2 a alguém que não sabe ler e que depois sofre com as consequências. Confesso que não me teria incomodado, ler um qualquer jornal diário em voz alta, para alguém que não soubesse ler.
Aliás, minto. Incomodaria, sim, mas não demasiado, e desde que não houvesse abusos, ao ponto de ter que ler horóscopos, guias tv ou crónicas da Leonor Pinhão.
Mas estamos a falar do jornal 1X2. O J-o-r-n-a- l 1-X-2! São números, porra! Estatísticas, resultados, classificações. Não se faz, caramba. Não se pede a ninguém, nem mesmo a um dos tipos mais sensacionais e prestáveis do universo… “olhe, veja-me lá como está o Anadia”.
E eu vi. Vi como estava o Anadia, depois o Fátima, a seguir a situação do campeonato inglês, espanhol e italiano, fui investigar o percurso da equipa do Hugo Almeida, passei pelos valores dos prémios do Euromilhões e acabei no Joker e no Totoloto.

Posso dizer que foi incrivelmente doloroso.
Mas compensou largamente, pelo pormenor que só mais tarde encaixei, que me ilibou do rótulo de totó e enobreceu a figura central desta história: o senhor que não sabia ler comprou o jornal. Comprou. Pagou, pediu para lhe o ler, agradeceu, voltou a colocar o jornal onde estava e abalou.
posted by ardinario, 7/04/2009 01:35:00 AM | link | 1 ardinarices |

O despertador

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Passei ontem parte da noite na prisão. Isto significa que das 7 horas de sono que reservo diariamente, cerca de metade foram muito mal gastas, graças a coisas.

Para aqueles que já se sentem invadidos pelo pensamento “Na prisão? Eu bem dizia que dali não podia vir coisa boa”, deixem-me clarificar que para alguns, prisão é ser dono do seu próprio negócio, trabalhar 28 dias por mês, mantendo as portas abertas durante 363 dias por ano, e chegar ao fecho de contas e poder gritar bem alto: “sobrevivi, e com o que amealhei com esta porra, numa homenagem a todo o suor que por lá deixei, desta vez vou abrir os cordões à bolsa e oferecer a mim próprio uma pen de 256 megas”. Quem diz que um quiosque é uma prisão é bem capaz de ter razão. A recompensa é que eu vou para a prisão, sim, todos aqueles dias do ano, mas com um sorriso tatuado no rosto. E isso faz toda a diferença.

Há excepções, claro. A noite de ontem (sim, a noite) foi uma delas, e teve origem no choque tecnológico que o quiosque foi quase que forçado a adoptar, tendo em vista os objectivos para a época 2009-2010. Durante o processo de inclusão de um ecrã panorâmico dentro de tão humilde estabelecimento, a registadora assumiu um valente complexo de inferioridade e entrou – julgo que propositadamente – em coma profundo, obrigando à sua substituição por um complexo emaranhado de fios e componentes, ao qual alguns dão o nome de sistema informático.
Ora, o recheio tornou-se assim, de um momento para o outro, algo apetecível ao senhor doutor larápio, pelo que a trilogia tecnológica foi completada com a instalação de um sistema de alarme.

O filme começou por volta das 2.30 da manhã, em pleno sono REM. Toca o telefone. Há duas hipóteses. Ou há lá fora um amigo com os copos, ou algo se passa no quiosque. Não há muito por onde escolher, se tal fosse possível. São duas variantes que partilham entre si a péssima ideia de dar cabo da noite a um gajo. Ou dois. Ou quatro, porque a tecnologia quando toca, toca para todos.

Portanto, a coisa toca, e o tal sono REM, que tem a particularidade de me paralisar os movimentos da ponta do cabelo ao fungo do dedão do pé direito, impede-me sequer de tentar alcançar a tecnologia móvel. Segundos depois, refeito do choque tecnológico, alcanço a coisa, que me diz que lá fora não há amigos com os copos e ideias parvas na cabeça. Algo se passa no quiosque. Devolvo a chamada. “Sou tal e tal”. “Nós somos tal e qual e a nossa palavra-chave é blá blá. Qual é a sua?”. “A minha é blá-blá”. “Ok, tal e tal, o alarme tocou, o senhor não atendeu, por isso ligámos ao nº2 da lista, o senhor coiso e tal”. “Boa. Já acordaram dois. Vou lá ver o que se passa…”. Ligo ao senhor coiso e tal. “Ligaram-te? Pois. Vou lá ver o que se passa”. Fui. Mal, mas fui. O meu optimismo natural dizia-me que nada se passava. Estava certo. Tudo intacto. “Coiso e tal, tudo ok”. Devolvo depois a chamada original. “Palavra-chave blá-blá. Tudo ok. Deve ter caído qualquer coisa, sei lá”.

São 3 da manhã. Devo ter adormecido às 3.25. Às 3.30 toca outra vez o móvel tecnológico. Palavra-chave para aqui, palavra-chave para acolá, e passa-me pela cabeça que se alguém resolve interceptar esta conversa de malucos ainda me levam para Guantanamo no vôo das 5. “Tal e tal, o alarme voltou a tocar, mas agora num sensor diferente”.
Tira pijama, veste calça e casaco. Uma pessoa adapta-se muito rapidamente a estes rituais madrugadores, é o que vale. Desta vez vou lá dentro. Ligam-me os gajos outra vez. “Já verificou?”. “Sim, tudo ok… hmmm… está aqui um bicho”. “É voador?”. “Não não! Moro aqui perto e tenho passada larga, sou bast…”. “O bicho é voador?”. “Ah! Sim sim, sem dúvida”. “Ok, está explicado…”.

A minha missão passava agora por assassinar o insecto que me havia lixado a noite.

São quase 4 da manhã. Dentro do quiosque, há um gajo (que sou eu), armado com uma vassoura, a tentar acertar num bicho voador, desesperado por salvar o que lhe resta da noite. Por favor, não imaginem a situação. 4 da manhã, um só olho aberto, uma vassoura na mão, e dezenas de investidas num tecto em risco de ruir. Que tal?

É possível que tenha sido enganado. Pensava que tinha comprado um sistema de alarme e parece que afinal me venderam um despertador. Mas que raio de choque tecnológico é este, tão eficaz a pôr de pé mais de metade de uma família, mas incapaz de distinguir um larápio de um insecto?
posted by ardinario, 6/17/2009 01:23:00 AM | link | 11 ardinarices |

Peço desculpa, mas tenho estado ausente para informatização e televisão

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Quem já teve o privilégio de passar um dia atrás do balcão de um quiosque poderá facilmente constatar que não basta pairar sobre a banca, de perna cruzada e olhar compenetrado na Lux enquanto se despacham uns quantos Records, Marias e Gigantes, para chegar ao final do dia e poder afirmar com convicção que a missão foi cumprida. O ritual de venda de um simples jornal ultrapassa muitas vezes aquela curta troca de palavras que permite satisfazer simultaneamente o cliente e o vendedor. Mesmo após a transacção ficar concluída, ou até mesmo antes que alguma das partes abra a boca, existirá sempre num quiosque um código que pressupõe a existência de um diálogo suplementar.

Suponho que não existam estudos sobre o tema, mas não andarei muito longe da verdade se afirmar que uns bons 20% dos clientes que poisam num quiosque esperam um pouco mais de interacção para além da simples troca de dinheiro por géneros, seguido de um bom dia, obrigado e volte sempre . Esse cliente só sai verdadeiramente satisfeito do quiosque se vir partilhada a sua indignação pela mais recente reforma do governo ou se conseguir ganhar pelo menos um adepto nas imediações que corrobore a sua adoração pelo mais mediático casal do actual reality show da tvi.

Ora, acontece que quando não há clientes em fila de espera junto ao estabelecimento, ou quando não se vislumbra vivalma disposta a dar crédito a um qualquer comentário adjacente, esse papel de partilha/concordância/veneração sobra invariavelmente para a “Judite de Sousa que não concluiu os seus estudos” que se encontra atrás do balcão. É então aqui que entra em acção todo um rol de conhecimentos que vai desde o último episódio da novela da tarde até ao penalty que ficou por marcar a favor do Sporting, sem esquecer nunca os devaneios da mais recente relação amorosa de Elsa Raposo.

Não é, de todo, uma tarefa fácil. Exige trabalho de casa e de quiosque, altos níveis de concentração, discurso adequado às necessidades de cada cliente e elevada capacidade de resposta. Em caso de momentânea atrapalhação, ou má preparação na matéria abordada, atirar um Ora até que enfim que encontro alguém que partilha a minha opinião poderá ser a salvação. Além de que é garantido: o cliente volta no dia seguinte.

Originalmente publicado na Revista Atlântico em Junho de 2007
posted by ardinario, 6/04/2009 07:41:00 PM | link | 1 ardinarices |

Com i e sem i

Quarta-feira, Maio 20, 2009

A tabela diz respeito às vendas dos jornais diários da passada semana. Um pouco abaixo podem ver-se as médias diárias das 4 semanas anteriores ao lançamento do i.

É demasiado cedo para se ver algum impacto com a chegada do novo jornal e provavelmente tal nunca se verificará. Como previsto, o i não (me) roubou clientes regulares do Público nem do DN. Estes "torceram o nariz" ao novo diário. São, de facto, jornais bem diferentes, tanto no grafismo, como na abordagem ou nos conteúdos.

Estranhei desde o início o facto do i não sair ao domingo. Penso que se percebe a minha estranheza...



É só um quiosque. Vale o que vale.
posted by ardinario, 5/20/2009 03:15:00 PM | link | 0 ardinarices |

Aquela espécie de mesa (3)

Segunda-feira, Maio 18, 2009



Quem invadir o quiosque pelas traseiras – não são tão poucos como isso -, desprezando o cartaz que, se alguma vez tivesse sido impresso, diria algo como “proibida a entrada a estranhos e pombas”, dará de caras com a coisa que se vê na imagem acima. Quem está lá fora não nota, por enquanto, qualquer mudança, excepto a folha (6) disfarçada de registadora, que temporariamente substitui a estúpida da máquina que nesta altura se encontra em estado vegetativo (2).

Não foi fácil chegar a este ponto. Aquela espécie de mesa (3) chegou a estar dispensada do quiosque, dormindo ao relento durante quase uma semana, esperando que uma alma caridosa a adoptasse lá em casa. Ninguém o fez, felizmente. Durante o puzzle-quiosque que se desenrolou durante os últimos dias – tirar tudo para fora e montar as peças, mas agora com uma TV gigantesca como nova variável – foi repescada e brilhantemente adaptada ao seu novo posto. Reparem que a banca que termina em bico (7) permite à justa a inclusão do suporte da TV, centrado na vitrina, e logo depois a espécie de mesa, que brevemente irá acatar com a responsabilidade de suportar o sistema informático que o quiosque irá instalar.
Portanto, a todos aqueles que passaram pelo quiosque, fechado, e piscaram o olho à espécie de mesa, como que a prometer um surripianço, o meu muito obrigado pela não concretização da ideia. A espécie de mesa cabe ali que nem gingas.

Como se não bastasse esta feliz coincidência, outras duas mesas que faziam parte do puzzle conseguiram encaixar-se na perfeição, uma por cima da outra, se bem que à mais novinha houve a necessidade de lhe arrebentar com o tampo. Nem piou.

Os jornais ganharam um espaço novo (4) durante a parte da manhã, sendo promovidos à banca principal, por troca com as revistas (5). Os papéis invertem-se durante a tarde, quando deixa de fazer sentido promover a venda de diários.

O problema está em (1), mais propriamente no seu suporte. É um problema comum a muitos homens: a coisa não levanta mais do que aquilo. Não interessa nada que a TV esteja ao nível da zona mamária dos clientes, quando devia estar ao nível dos olhos. Um ligeiro pormenor que para já impede o lançamento da iniciativa.

Uma palavra final para o larápio. Como se pode ver pela imagem, o teu trabalho não vai ser fácil, pá. Depois de quebrado o vidro e anulado o alarme, tens que estar munido da ferramenta certa para retirar a TV do suporte (escusas de levar tudo, eu tentei passar o conjunto pela janela e não cabe). E isso leva tempo, que poderá vir a ser precioso para a tua fuga, isto se entretanto não levares uma pedrada do taxista de serviço.
A sério, aquilo foi baratinho, tendo em conta o trabalho que dá para a gamar.
posted by ardinario, 5/18/2009 04:04:00 PM | link | 1 ardinarices |

i de Maio de 2009

Quinta-feira, Maio 07, 2009

23 de Setembro de 2008

Recebi um email dos senhores André Macedo e Miguel Pacheco. Procuravam cronistas para enquadrar num projecto jornalístico que estaria nas bancas em 2009, e desafiavam-me a escrever um artigo para apreciação. Agradeceram a disponibilidade e confidencialidade, ficando à espera de uma resposta.
Surpreso, aceitei o desafio.
Até hoje, continuo à espera de uma resposta.


7 de Maio de 2009

8.02
O projecto jornalístico chega às bancas.
Por razões pessoais, a primeira impressão – não a do jornal, mas sim das pessoas – é, evidentemente, negativa. Não pense o leitor que acuse algum toque de ressentimento. Sou maduro o suficiente para não o fazer.
Tenho aguardado com grande entusiasmo a chegada do i. Numa altura em que são evidentes as dificuldades que a imprensa escrita atravessa, tanto na redução – a conta-gotas, é certo – no número de leitores como, especialmente, na quebra das receitas de publicidade, é de um atrevimento empresarial fora de comum que se assiste ao lançamento de um novo jornal diário de referência. Merece o meu aplauso.

Nos tempos que correm, na imprensa escrita, há poucos caminhos possíveis a seguir. Tapam-se as despesas por um lado, com despedimentos colectivos, e destapa-se a vertente da qualidade, por outro. E é aqui que reside uma das vantagens do i. Em termos financeiros, a estrutura foi montada já com as novas variáveis em cima da mesa. Partir do zero, nestes termos, é um bom avanço.

8.45
O i estás nas bancas.


foto Alexandre Gamela

Por muito que se queira ser o pioneiro da crítica ao jornal, não seria honesto fazê-lo apenas com primeiro número nas mãos. A lógica diz-nos que o nº1 deverá ser a pior das edições. Os bons produtos sofrem altos e baixos, mas evoluem. Sempre. Como tal, o que se segue será apenas 20% da avaliação.
Como leitor agrada-me o grafismo da capa. Uma imagem forte – embora a impressão (?) tenha ficado pobre – aliada a um tema controverso, são um óptimo ponto de partida. Um grande destaque, na página principal, desperta sempre a atenção, e faz vender um jornal, mesmo a quem não o compre regularmente.

11.13

Confesso que esperava uma secção de opinião mais alargada, mas será algo a acompanhar nos próximos dias. O Radar cumpre a sua função de leitura light, embora seja algo confuso de acompanhar. Na secção Zoom residirá a jóia da coroa do jornal. É o ponto forte e uma lufada de ar fresco, onde artigos de fundo e reportagem cuidada fazem a diferença num jornal diário. A última secção – Mais – é um jornal de referência a fazer de gratuito. Também faz parte.

15.21
Esgotaram os 20 exemplares. Confesso que esperava mais procura. Embora o cliente tipo do quiosque não se enquadre propriamente no público alvo do jornal, a curiosidade costuma vender mais. Em termos promocionais terá havido uma contenção de custos, se compararmos, por exemplo, com o lançamento do semanário Sol em 2006.
Comprei um exemplar, o meu pai comprou outro (embora ainda não saiba). Outro atravessa amanhã o Atlântico, a caminho dos escritórios de @mattmansfield, presidente da Society for News Design, que lhe prometeu “algo” para o encontro de 16 de Maio em Chicago. 4€ que me custou a brincadeira…


18.02
O i não deslumbrou na estreia. As expectativas eram, e continuam a ser, altas. É um jornal diferente, com estilo, que não vai roubar clientes a lado nenhum, mas que pode conquistar um novo espaço.
É novo. É bom. Gosto.
Faltam 80%.

(Crítica à versão online, aqui.)
posted by ardinario, 5/07/2009 06:54:00 PM | link | 2 ardinarices |

i #1

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posted by ardinario, 5/07/2009 01:42:00 AM | link | 0 ardinarices |

que figurinha

Quando herdei o quiosque – e atenção que se calhar aquele herdei devia estar em itálico e não está, porque na verdade o herdei aqui significa adquiri a empresa que tinha na sua posse um imóvel em forma de quiosque (tenho caderneta predial para confirmar) -, portanto dizia eu… quando herdei o quiosque, herdei também um PC que a minha sogra habilmente surripiou, um Citroen BX que penso já não existir e todo o recheio do tal imóvel de 6 metros quadrados. Deste recheio, até ao mês passado, fazia parte uma figurinha da Nossa Senhora que a anterior proprietária tanto admirava. Nutria tal afecto pela dita que no dia de zarpar de vez do quiosque se esqueceu dela, por cima da espécie de quadro eléctrico que se encontra à direita de quem entra.

Ora, apesar de não ser crente, respeito muito todo o enredo. Digamos que estarei ali no limite da superstição, confesso. E assim mantive a figurinha durante estes quase 4 anos que levo de quiosque. Só uma vez lhe toquei, quando um camião com a mania das grandezas a derrubou pela turbulência gerada.
Até que um dia a malta da EDP veio cá resolver um problema e o homem da frente nem pestanejou ao afastar a miúda da fuselagem.
Senti que nesse momento se quebrava ali uma ligação, tímida, algo indiferente, mas de respeito mútuo – nem eu me incomodava com a sua presença nem ela manifestava por aí além o seu suposto poder de protecção.
A partir desse dia começou a rodar pelo quiosque, enquanto eu sentia alguma irritação sobre o espaço que ocupava. Até que me cansei e despachei o assunto – a figurinha foi convidada a abandonar as instalações.

Que posso eu dizer? A fotocopiadora avariou-se entretanto. E no mesmo dia em que recuperou a forma – hoje – a registadora foi parar ao posto médico.

É oficial. Atravesso uma fase em que temo tudo e todos.
posted by ardinario, 5/07/2009 12:00:00 AM | link | 1 ardinarices |

E o projecto numero i...

Segunda-feira, Maio 04, 2009

Falhou.
A ideia de criar uma rede de quiosques que colaborassem em conjunto para colocar diariamente online a informação que a APCT demora meses a disponiblizar, não passou disso mesmo, de uma ideia.
Infelizmente para muitos, felizmente para quem me mandou o email "pode ser que te fodas com essa merda...", apenas este e mais 2 quiosques concordaram em colaborar na iniciativa. Nem o esforço feito no blog nem a óptima divulgação conseguida pelos amigos do Twitter - a quem agradeço - resultou na recolha de mais colaboradores. Nem mesmo uma desesperada tentativa que me fez telefonar para uma dezena de quiosques teve os efeitos desejados. Mandaram-me todos simpaticamente dar uma volta.
Agradeço a quem incentivou a iniciativa, assim como aos 2 quiosques que se juntaram à iniciativa:

Quiosque Bonfim e Kioske Benfica.

Assumo as responsabilidades neste falhanço mas não me demito :)
posted by ardinario, 5/04/2009 02:45:00 PM | link | 4 ardinarices |

QuiosqueTV explicada em 10 tweets

Terça-feira, Abril 28, 2009

A apresentação ao mundo do projecto "QuiosqueTV" decorreu ontem em directo no Twitter, pelas 16.30, perante uma audiência estimada em "algumas pessoas com pouco para fazer naquele momento". Ou seja, imensas.
Aqui fica a reprodução da conferência de imprensa, em 10 tweets:

1. QuiosqueTV: LCD colocado no quiosque, com 3 componentes: (1) anúncios publicitários, (2) promoção própria e (3) ajuda social.

2. Conteúdo passa por DVD, em blocos de 5 minutos, que se repetem diariamente, das 8 às 19 horas.

3. Os conteúdos serão produzidos “in house”, consoante as necessidades dos anunciantes e do próprio quiosque.

4. Para divulgação na TV serão contactadas empresas próximas, comerciantes, casino, centro de artes, bancos, particulares, etc.

5. Não serão permitidos anúncios de teor político ou religioso.

6. Serão aceites anúncios de 5, 10, 15 ou 20 segundos e repetições dos mesmos, sempre dentro do bloco de 5 minutos.

7. 3 dos 5 minutos serão dedicados a anúncios publicitários e 1 minuto para promoção do quiosque.

8. Do bloco de 5 minutos, 1 minuto será disponibilizado gratuitamente a cidadãos desempregados.

9. O preço dos anúncios publicitários é de 1€ por segundo… por mês! 1 anúncio de 5 segundos paga 5€/mês e passa mais de 2.000 vezes no ecrã!

10. A quiosqueTV arranca durante o mês de Maio.
posted by ardinario, 4/28/2009 12:10:00 PM | link | 8 ardinarices |